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Dilma veta projeto de lei sobre criação de municípios

A presidente Dilma Rousseff vetou integralmente, por contrariedade ao interesse público, o projeto de lei que tratava da a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de municípios. A mensagem de veto e justificativa pela decisão foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 27. O Ministério da Fazenda foi consultado sobre a proposta. A conclusão foi que a iniciativa representava gastos, colocando em risco o equilíbrio da responsabilidade fiscal.

“Embora se reconheça o esforço de construção de um texto mais criterioso, a proposta não afasta o problema da responsabilidade fiscal na federação. Depreende-se que haverá aumento de despesas com as novas estruturas municipais sem que haja a correspondente geração de novas receitas. Mantidos os atuais critérios de repartição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o desmembramento de um município causa desequilíbrio de recursos dentro do seu Estado, acarretando dificuldades financeiras não gerenciáveis para os municípios já existentes”, explica a mensagem de Dilma, direcionada ao presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O plenário do Senado aprovou em 5 de agosto texto sobre a criação de municípios. O material seguiu para a sanção presidencial porque já havia passado pela Câmara dos Deputados. A votação da matéria tinha sido resultado de acordo entre Executivo e Legislativo após a presidente Dilma Rousseff ter vetado, em meados de novembro do ano passado, uma proposta apreciada pelo Congresso que regulamentava novos municípios.

Ayr Aliski e Ricardo Brito

Marina nega divergência com vice e diz que não é contra transgênicos

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta quarta-feira (27), em entrevista ao vivo ao Jornal Nacional, que, tem uma trajetória de “trabalhar com os diferentes” – ao responder sobre o candidato a vice, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) – e que é “lenda” a versão de que é contra o plantio de transgênicos.

Questionada sobre o fato de Albuquerque ter sido um dos principais articuladores no Congresso da aprovação da medida que permitiu o plantio da soja transgênica, a ex-ministra do Meio Ambiente afirmou:

“Uma questão fundamental: nos somos diferentes. E a nova política sabe trabalhar na diversidade, na diferença.  Agora, o fato de o Beto ter uma posição diferente da minha em relação a transgênicos é um aspecto. Há uma lenda de que eu sou contra os transgênicos, mas isso não é verdade. Sabe o que eu defendia quando era ministra do Meio Ambiente? Um modelo  de coexistência: área de transgênico e área livre de transgênico. Infelizmente, no Congresso Nacional, não passou a proposta do modelo de coexistência”, declarou.

Segundo afirmou, ela e Albuquerque têm uma “visão diferente” em relação a temas como transgênicos e células-tronco, mas tiveram um trabalho conjunto no Congresso quando ele foi o relator da Lei de Gestão de Florestas Públicas. “[Ele] me ajudou a aporvar a Lei da Mata Atlântica e tantas outras medidas importantes para o meio ambiente”, disse.

Avião
Marina Silva respondeu sobre as suspeitas de ilegalidade no uso do jatinho com que ela, na condição de candidata a vice, e Eduardo Campos, presidenciável do PSB morto em acidente aéreo no último dia 13, se deslocavam pelo país para fazer campanha eleitoral.

“Não tinha nenhuma informação quanto a qualquer ilegalidade referente à postura dos proprietários do avião. As informações que tínhamos eram exatamente aquelas referentes à forma legal de adquirir o provimento desse serviço”, afirmou.

Indagada se não teve interesse de questionar eventuais irregularidades na cessão do avião, ela disse ter a informação de que a aeronave era emprestada e que, até o final do prazo legal – no encerramento da campanha – seria feito o ressarcimento ao proprietário pelo comitê financeiro de Eduardo Campos.

“Meu compromisso, e o compromisso de todos aqueles que querem a renovação da política, é com a verdade. E a verdade não virá apenas pelas mãos do partido e nem também apenas pela investigação da imprensa – e eu respeito o trabalho  de vocês. Ela terá que ser aferida pela investigação da Polícia Federal. Isso não tem nada a ver com querer tangenciar ou se livrar do problema [...]. O compromisso é com a verdade”, disse.

Meu compromisso é com a verdade, e a verdade não virá apenas pelas mãos do partido nem apenas pela investigação da imprensa. Ela terá de ser aferida pela investigação que está sendo feita pela Polícia Federal. O compromisso é com a verdade”, declarou.

Acre
A ex-senadora foi questionada sobre o fato de ter terminado a eleição de 2010 em terceiro lugar no Acre e como explicava essa desaprovação em seu estado de origem.

Marina Silva disse que contrariou interesses políticos no estado e citou um provérbio – “É muito difícil ser profeta em sua própria terra”.

“Eu venho de uma trajetória política que desde os meus 17 anos eu tive que confrontar muitos interesses no meu estado do Acre, ao lado de Chico Mendes, ao lado de pessoas que se posicionaram ao lado da Justiça, da defesa dos índios, dos seringueiros, da ética na política. Isso fez com que eu tivesse que seguir uma trajetória que não era o caminho mais fácil”, afirmou.

A jornalista retrucou e perguntou se não seria como se os acrianos dissessem: “Quem não a conhece que vote na senhora”?

“Talvez você não conheça bem a minha trajetória. Acho que você tem certo desconhecimento do que significa ser senadora vindo da situação que eu vim. Não sou filha de político tradicional, não sou filha de nenhum empresário. no meu estado. Até a minha eleição, para ser senador da República, era preciso ser filho de ex-governador, filho de alguém que tivesse, de preferência, um jornal, uma TV, uma rádio, para falar bem de si mesmo e falar mal daqueles que ficavam defendendo a justiça. Não é culpa dos acrianos, é culpa das circuinstancias. Os acrianos foram muito generosos comigo”, respondeu.

Reeleição
Ao falar sobre os projetos que tem para o país, disse que um dos mais importantes é “renovar a política e vê-la a serviço de resolver os principais problemas do cidadão”.

A candidata reiterou a promessa de, se eleita, não concorrer a um segundo mandato. “Como presidente, quero que você me ajude a ser a primeira presidente que não vai buscar uma nova eleição porque não quero ter um mandato que comprometa o futuro das próximas gerações”, afirmou, dirigindo-se ao telespectador.

texto e fotos: g1

Marina parte para ataque enquanto Dilma e Aécio tentam ofuscar ascensão de rival

Embalada pela ascensão nas pesquisas, logo no primeiro confronto direto no debate da Band uma nova Marina Silva (PSB) inaugurou o estilo “chute na canela”: lembrou a pauta das ruas e ironizou o Brasil “colorido, quase cinematográfico” que, segundo ela, surge do discurso da presidente Dilma Rousseff. Marina sabe que é a única que pode se beneficiar dos ecos das ruas, desencantadas com os políticos e a política tradicional. Quer as ruas de volta à cena e aposta no cansaço do eleitor diante da polarização PT x PSDB, seu mote principal ao longo das três horas diante das câmeras.

 

Diante do segundo turno que começa a virar fumaça, o tucano Aécio Neves insistiu em seu mote principal, a economia. Citou rápido, muito rápido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e desfraldou a bandeira da estabilidade econômica. Não esperava perder tão cedo o protagonismo do embate com Dilma Rousseff. E, depois de uma semana em que Marina acenou ao mercado com a estabilidade do Banco Central, deixou para o último bloco seu lance de efeito: anunciou Armínio Fraga para o Ministério da Fazenda em seu eventual governo, contra-ataque diante da ofensiva marineira.

 

E Dilma? Usou o que tem: os números do governo, a criação de empregos, o governo Lula, o Bolsa Família. Foi evidentemente surpreendida pelo novo estilo provocador de Marina, e deu o argumento esperado por seus críticos quando, à voz das ruas, contrapôs a reforma política _ justamente o que não progrediu. Conseguiu até surpreender com frases como : “Eu acho que você não conhece a Petrobras, candidato” (para Aécio). Mas a ameaça maior vem de outro lado.

Tanto Dilma quanto Aécio usaram contra Marina o argumento da falta de experiência na área de gestão. O tucano mencionou sua atuação à frente do governo de Minas, e Dilma afirmou que um presidente não pode governar só fazendo discurso, “ele tem de fazer gestão”. Mas as ruas não querem “o campeonato de gerência de 2010″, lembrou a herdeira do posto de Eduardo Campos.

 

Duas notas: a ausência do tema do mensalão, para alegria de petistas e tucanos; e o fato de que, dos sete candidatos presentes, além de Dilma, outros três – Luciana Genro, Eduardo Jorge a Marina – passaram pelo PT.

 

Entre a economia e a a gerência, temas polêmicos foram tratados de modo periférico, trazidos sempre por Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV). O candidato verde cobrou de Aécio posição sobre o direito ao aborto, e a candidata do PSOL lembrou ao Pastor Everaldo (PSC) a violência dos crimes de homofobia. Assuntos que, pelo jeito, serão mantidos à sombra. Pior para o Brasil.


oglobo

Boato sobre pesquisa provoca forte alta na Bolsa

A Bolsa de São Paulo encerrou esta segunda-feira (25) com alta de 2,27%. O Ibovespa, principal índice da Bolsa, registrou 59.735,17 pontos. Foi o maior patamar alcançado desde 1o de fevereiro de 2013, última data em que o indicador fechou com mais de 60 mil pontos

 

O que puxou a alta foram as ações da Petrobras, que subiram hoje mais de 5%. Os papéis da empresa, que sofreram forte desvalorização nos últimos anos, foram pressionados para cima pelos rumores de que o Ibope divulgará nesta terça-feira (26) pesquisa eleitoral mostrando crescimento das intenções de voto em Marina Silva (PSB).

Segundo esses boatos, a nova sondagem consolidará a posição de Marina na segunda colocação, já com uma distância confortável em relação  Aécio Neves (PSDB) – com o qual ela apareceu em empate técnico em pesquisa Datafolha divulgada semana passada –, e lhe dá vitória no segundo turno contra a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT). Na última pesquisa Datafolha, Marina e Dilma apareciam tecnicamente empatadas no turno decisivo de votação.

Desde a semana passada especula-se nos meios políticos e financeiros que as sondagens telefônicas feitas diariamente pelos principais partidos têm apontado crescimento da concorrente do PSB. Tais pesquisas, porém, não são registradas na Justiça eleitoral e servem apenas para orientar os estrategistas das campanhas.

Está prevista, de qualquer maneira, para esta terça de uma nova pesquisa do Ibope, encomendada pela Rede Globo. Ela foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00428/2014 e o seu levantamento de campo foi iniciado no dia 23 e terminará nesta terça-feira.